sábado, 26 de junho de 2010

Ao seu dispôr...

Exmo. Sr. D,

Tenho para lhe dizer que ando deveras preocupada consigo. Ele  é reuniões fora de horas, viagens de negócios, inquietações diversas e muito stress acumulado. Sugiro que tire uns dias de férias. Desligue do mundo. Beba uns copos. Vá para fora. Alimente-se bem e tome umas vitaminas. Relaxe, homem! Que me deixa nervosa de o ver assim!
Eu ajudo. Organizo tudo devidamente, aliás, como sempre.

Yours faithfully,

Papoila

P.S. - Depois de análise pormenorizada sobre a sua agenda, verifiquei que estas férias terão resultados mais eficazes e duradouros se tiverem lugar na segunda quinzena de Julho e num destino de praia!!! Será preciso fazer um desenho?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Schiu...

Olá, miga! O que eu detesto esta semi-palavra ou expressão! Chamem-lhe o que quiserem, mas fico com os cabelos em pé, arrepiadinha de todo e com o estômago embrulhado quando me dirigem este cumprimento. O que não é muito comum, diga-se de passagem. Mas aconteceu! Uma das minhas BFF decidiu, muito carinhosamente, chamar-me de miga. Não gostei mas também não lhe demonstrei o meu desagrado. Primeiro porque foi a primeira vez que o fez (e espera-se que última também), segundo e muito mais importante porque é uma amiga a séria, daquelas à moda antiga, forever and ever. E porque, apesar de viver num pedestal de papel, tenho a perfeita noção da minha fragilidade e como sou tantas vezes desculpada pelas minhas muitas falhas, não seria de esperar outra coisa que não retribuir na mesma moeda!
Mas voltando ao propósito do meu post...
Olá, já cheguei! Mas não digas a ninguém porque quero aproveitar para imprimir a marca do meu rabo no sofá por um dia. Preciso mesmo de descansar. E não me está a apetecer mesmo nadinha (depois de ter trabalhado tão intensamente) aturar já as parvoíces egoístas de sempre. Portanto, cheguei mas não estou cá!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Descanso merecido...

Depois de 21 dias a trabalhar como uma moura (non-stop, aos saltinhos por todo o lado), estou agora a gozar um mini descanso de quatro dias. Lá fora estão 45ºC. O dia foi passado na praia numa preguiça imensa. Óptima companhia, boa conversa e bons petiscos. Só é pena a água do mar não refrescar nada. Um borsch... very, very hot!!! A retemperar forças para as guerras que se seguem (que adivinho não serem poucas). Mas vá, um dia de cada vez, e agora estou no relax...
...
Not... Já recebi ordem de despejo!!! Amanhã alvorada cedo e back to work!!! Buááááá!!!

E aqui os três mosqueteiros já a piscarem os dois olhos à prometida massagem de amanhã... Lição aprendida!!! Não deixes para amanhã o que podes massajar hoje!

sábado, 19 de junho de 2010

Mais uma estrelinha...

Adeus Saramago e muito obrigada por ter partilhado o seu génio e a sua arte. Talvez o Memorial do Convento tenha sido o primeiro livro "do mundo dos grandes" que tenha lido com entusiasmo. Algumas vezes fez-me voltar atrás, perdia-me nos parágrafos e nos diálogos. Mas a delícia do enredo fez-me revisitar uma e outra e outra vez, sempre com o mesmo prazer. Repetiu-se com os outros livros. O escritor foi embora mas deixou-nos, muito generosamente, uma imensa obra.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Com o joelho feito num oito...

...à custa das incompetências alheias. Que nervos!!! Questões mal resolvidas e atravessadas e vamos lá a amuar (não eu) porque não me apetece aturar isto! Pronto, resultou em saltar da cama agarrada ao telefone e sair à pressa. Não vi onde pus os pés e só fui estatelar-me contra o sofá. Um grito de dor e parece que tenho dois joelhos na mesma perna. Gel e ligaduras e mezinhas e diabo a quatro, mas o inchaço e a dor estão lá a lembrar-me que só me apetece estrangular o culpado!!! Arghhhhh...

domingo, 13 de junho de 2010

Obrigada K...

...pela bela massagem Happy Feet. Uma hora com os pés nas mãos de alguém que percebe da coisa. Saí de lá a andar nas nuvens, leve e descontraída. Pena que amanhã tenha que calçar as ferraduras de 15 cm e passar umas boas horas em pé a estragar o que hoje foi tão bem tratado. Temos que regressar a este lado do mundo para mais momentos destes.

sábado, 12 de junho de 2010

E se de repente...

... alguém dissesse: MOSCOVO-KRASNODAR-CONAKRY-DUBAI-HONG KONG-PEQUIM-TÓQUIO-NIZHNY NOVGOROD-MOSCOW em dez dias? Isso seria...

sábado, 5 de junho de 2010

sexta-feira, 4 de junho de 2010

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Sem tempo...

Não gosto que me cortem o pio... mas é o que tem acontecido nos últimos dias! Trabalho até dizer chega... quando tenho algum tempo, não tenho net, quando tenho net, tenho que dormir porque alguém inventou estes trabalhos a horas esquisitas e pronto nem posso cuscar os blogs alheios e dar umas boas gargalhadas à conta das tontices de gente estranha que habita a blogosfera (como eu). Bhec!!!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

No nosso tempo...

Ia eu em passo acelerado para mais um serão agarrada ao computador, quando vejo uma cara mais ou menos familiar. Mas como era altamente improvável, continuei... Instalei-me na mesa de trabalho, mas... voltei atrás. E sempre era o Comandante S. que, apesar de passados uns bons dez anos, também me tinha reconhecido. Conversa para trás e para a frente, troca de contactos e ficou feita a promessa de uma visita, talvez para nunca mas... quem sabe?! O recordar de outras aventuras e outros tempos (não tão longínquos assim, mas... para mim já são!). Estou velhinha!!! Já digo (só às vezes!), no nosso tempo...

terça-feira, 1 de junho de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O nosso Portugalito...

Hoje foi um daqueles dias que não devia ter saído da cama (ui, ui, ui!!!). Nada de taradices... Após a sessão matinal de hidroterapia (nome chique do meu duche), o telefone toca e tudo o que estava planeado passa para 3º, 4º e 5º plano. O meu amor num acidente de viação. Ai, foi o tempo de calçar os sapatos e sair porta fora completamente avariada da cabeça. Ambulância, a mota sozinha, as testemunhas à volta e uma senhora dirige-se a mim com um tenha calma. Foi o suficiente para sentir um arrepio gelado e o estomâgo a embrulhar-se de imediato, que se manteve durante o resto do dia. Avaliação feita da situação, e entre nervos e preocupações, os males não eram assim tantos. A zona do acidente encaminhou-nos para o Hospital Garcia da Horta. O tempo de espera foi razoável, mas a política de saúde muito pobrezinha, quer dizer, para pobres é que não é de certeza... Fractura exposta, pontos dados, antibiótico prescrito e volte daqui a 15 dias para uma cirurgia! Interrompa lá a sua vida, o seu trabalho e a devida reabilitação porque agora não temos vaga. E mai nada!!! Vamos lá ouvir uma segunda opinião, porque agora ficar sem um dedo da mão direita não dá muito jeito. Hospital privado, pagamento feito. Sr. Doutor, pode-se esperar 15 dias? Até pode esperar 6 meses... mas, o melhor é ser operado já amanhã. Pois é, a saúde em Portugal está doente e é só para quem pode. Amanhã ficará tudo resolvido (esperamos), contas saldadas e a vida continua (para nós). Nem quero pensar se não pudéssemos... Vergonha das vergonhas um país da Europa deixar os mais desfavorecidos à sorte desta tropa fandanga. E assim se vive neste nosso Portugalito!!!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A família calha-nos...

... os amigos escolhem-se e fazem-se (como disse a minha amiga que percebe mais disto do que eu, que já só tenho neurónio e meio e ultimamente anda meio queimadito)!
Eu continuo a ver o mundo com os meus óculos cor-de-rosa (e não prescindo, nem quero deixar de ser assim). So far, so good e feitas as contas, tenho sido feliz na minha dormência mais ou menos inocente, mais ou menos sonhadora! Claro que os óculos são progressivos (modernices!!!) e às vezes chegam até ao roxo escuro e depois as pessoas não gostam! Pois é! Mas eu também não gosto dessas mesmas pessoas nestas ocasiões. Pessoas que eu deixo ocuparem o meu coração lamechas e que continuamente fazem escurecer os meus óculos sem pedir licença. Pessoas que só existem na minha cabeça sonhadora e pateta. Pessoas que sendo tão próximas não podiam estar mais distantes... do meu mundo cor-de-rosa em que vivo feliz, quando me deixam! Um mundo que só concebo com amor, respeito, consideração, solidariedade, honestidade e muitos outros atributos que quando são atropelados deixam marcas inesquecíveis. Perdoáveis, por ventura, mas inesquecíveis. Ensinamentos de outras gerações que eu teimei em ouvir e dar razão. E que fazem parte de mim, da minha vida, de tudo em que acredito e que não quero passar ao lado só porque é mais fácil, menos incómodo e até mais barato. Sim, porque todos têm um preço, mas saldos é uma época em que não estou à venda! Se algum dia tiver que ceder a um destes princípios que seja por um valor que justifique mudar de país, de identidade e de vida para poder continuar a olhar-me no espelho de manhã e dormir descansada à noite.
Somos o que fazemos e não o que apregoamos. Palavras fáceis e pomposas levadas pelo vento dizem-me muito pouco e estou cansada de enxugar lágrimas e pegar nos mil bocadinhos em que o meu coração foi estilhaçado e voltar a colar sempre com uma esperançazinha que talvez tenha sido a última vez.
Chega! Estou farta! Não sou perfeita e faço, com certeza, muitas coisas que os outros podem não gostar, concordar ou até reprovar. Mas não provoco, agrido, ataco ou prejudico ninguém gratuitamente. Qualquer coisa menos que uma convivência salutar, neste momento, é inaceitável!
E se o preço for elevado, terei que pagar porque paz de espírito, para mim,  é por demais valiosa para ser relegada para segundo plano. Claro que custa virar as costas, bater com a porta e desistir definitivamente mas vivo aqui e vivo agora e é agora que quero ser feliz.
Desta vez encolhi os ombros, da próxima logo se verá...