Hoje tive um sonho. Um sonho que, ao acontecer, iria abanar a minha vidinha qual terramoto de 1755, com direito a maremoto, incêndios e pilhagens. Um sonho que me fez dormir mais para poder perder-me na doce parvoíce que encerrava. Para me impedir, também, de lidar com as suas consequências destrutivas. Um sonho que tanto tem de delicioso e ingénuo como de louco e perigoso. Um sonho que tento esquecer e que teima em perseguir-me em silêncio. Um sonho que, de quando em vez, ataca à traição. Um sonho que não pode passar disso mesmo: de um sonho!
Nota de rodapé: Nada que os 0ºC, que se fazem sentir por aqui, não acalmem estes pensamentos tontos e os arquive bem lá no fundo até ao próximo degelo!









