segunda-feira, 20 de junho de 2011

Limão, sésamo, girassol e papoila...

Eu não gosto de chá. Também não gosto de café. Leite, só sem lactose (por simpatia acabei por descobrir que também não me fazia bem) e assim reduzo em muito as opções viáveis para uma bebida rápida de conforto. Hoje dou comigo a beber baldes de chá (quer dizer, isto é mais água quente com pedaços de limão lá dentro - acho que não chega a ter o estatuto de chá), mas sabe-me bem! Lá fora chove, o vento sopra, o dia está cinzento! 
Sou um bocado impostorona... eu estou aqui é regalada a empurrar estas bolachinhas com um chazinho chalado que me aquece a alma e não só!!!

Um começo muito atribulado...

... mas já antecipado! O Dr. Fernando Nobre não passou como Presidente de Assembleia da República, mas diz que vai continuar a exercer as funções de deputado enquanto se considerar útil ao país e também parte com a noção de dever cumprido (infelizmente é o que dizem todos!).

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Uma preguiça daquelas...

de cérebro anestesiado, sem acção (ou reacção)! Entre o andar numa roda viva a dividir-me por mil tarefas e mais alguma e o poder sentar-me dois minutos para descansar (e adormecer ao fim de um), não sobra tempo para mais nadinha! Acabaram-se os meus dois minutos, here I go again, damn it!

domingo, 12 de junho de 2011

Lá vai Lisboa...

A última incursão à minha Lisboa dos santos populares foi há uns bons anos, tempos idos da Faculdade. E qual metro em hora de ponta, senti-me claustrofóbica. Não via nada, não comia nada e não conseguia sair do sítio. Não quis voltar durante muito tempo... Ontem foi o tempo para voltar e recordar! Propositadamente foi escolhido o dia que antecede o verdadeiro dia... menos gente, preços menos inflaccionados mas muita generosidade. Qual crise, qual quê? Sardinha no pão, febras, faduncho vadio, manjerico maroto e muito mas muito boa disposição e partilha (e dores nas costas) e a mota logo logo ali ao lado como saída de emergência (only if)! A Bica é Liiiiinda (ainda ouço ao longe)... e esta Lisboa está no meu coração!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Precisa-se...

... urgentemente de uma coisa destas para aí 10 vezes maior!!!

A portuguesa...


Sabe-me sempre bem vir à nave-mãe! Porque gosto destas pessoas e deste trabalho, porque sou super bem recebida, porque mato as saudadinhas de um mundo mais civilizado, porque é o reconhecimento da minha muuuuuita dedicação - faz-me bem ao ego - e porque posso sempre reabastecer-me dos meus chocolates preferidos ou não fosse esta a terra do melhor chocolate. Invariavelmente (normalmente sou modesta, mas é uma realidade) recebo um louvor quando venho cá, mesmo que seja visita relâmpago, e este ano não foi excepção. A chefinha querida, à frente de um grupo considerável de colegas, lá colocou sôdona Papoila no pedestal de sempre. Diz que sou a sua flor preferida e a melhor do mundo e arredores e que se tivesse nem que fosse só mais 10 iguais, a vidinha dela e de todos os colegas seria bem mais cor de rosa, etc e tal e muitos violinos a acompanhar. Pois que não tenho tanta certeza disso, porque é na diversidade que reside algum do nosso sucesso. Intercâmbio de experiências, troca de ideias e alguma  disposição criativa que cada um traz da sua cultura, ideologia, forma de estar ou país. Mas também tenho a perfeita noção que se num dia somos fantásticos, no dia seguinte não passamos de alguém descartável e facilmente substituível. Por isso, dormir à sombra da bananeira não será muito boa política por estes lados. E quando a chefinha querida diz: Papoila querida, pode estar descansada que o seu futuro sorri... respondo eu com um sorriso que nunca podemos estar realmente descansados. But so far life is beautiful...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Coragem...

... é o que preciso para largar tudo em Lisboa (ou quase tudo) e mudar-me para este cantinho um pouco insípido, mais organizado e muito asséptico e investir à séria em moi-même! 

...

I could be so much more... and I wanna go for it...

domingo, 5 de junho de 2011

E só não sou bruxinha...

... porque me falta a vassoura - e que bom uso faria eu dela nesta e noutras situações idênticas - mas tenho um caldeirão mágico - estou quase lá, mas isso daria outra história! E ando a pensar seriamente (not) em abrir um escritório/consultório - não sei bem qual a definição mais correcta - de adivinha/maga/bruxa - uma coisa destas mas em rentável (muito, de preferência!). Passava a adivinhar o futuro dos clientes/pacientes - creio que muitos deles sofrem de qualquer coisinha - e já que eu tenho o dom... era só fazer uso dele em prol dos demais e facturar em vez de andar aqui a queimar pestanas e cabelos e tudo o que é inflamável como, por exemplo, a paciência.
Eu tinha um feeling sobre os voos de hoje e não é que acertei na mouche (quase). Só não consegui adiantar que a escolha teria que ser minha. Sim, foi-me proposto pelos senhores fofinhos da Aeroflot - eu já disse que eles eram fofinhos? - a perda da bagagem ou do avião, à minha real escolha! Gostei... e muito! Especialmente da justificação da senhora do uniforme azul escuro. Segundo a informação desta companhia de bandeira - agora é tendência falar em bandeira, dá um ar mais solene - eu tinha (e tive!) que escolher entre apanhar o avião ou receber a bagagem no destino, porque alguém - eu que não sou de intrigas, não digo quem são os fofinhos em causa - se recusou a processar o meu check-in devidamente. E em vez de a bagagem ser entregue no destino final, como aconteceria numa situação normal não russa, fizeram-me passar pela imigração, recolher a bagagem, passar pela alfândega e fazer novo check-in quando, no mundo normal das pessoas que andam por esse mundinho fora de armas e bagagens, bastaria estar em trânsito (gíria de aeroportos, parece!). Sair de uma passarola, procurar a porta de embarque da outra passarola e continuar o percurso descansada e feliz! Obviamente perdi o voo!!! Para a cereja em cima do bolo ser ainda mais doce, o aeroporto onde esta odisseia teve lugar foi o de Frankfurt que é, para quem conhece, um aeroporto pequenino e com poucos passageiros e muito fácil de andar com as malas às costas entre terminais, emissões de novos bilhetes e todo o processo normal de envolve uma viagem de avião.
Um dia fofinho rodeado de pessoas fofinhas que deixam recordações, também elas fofinhas (um bocadinho atrasadas, mas pronto...como dizia o outro... haja saúde!).

A modos que...

Isto de andar mascarada de turista russa não foi a coisa mais simpática que me foi destinada para este dia de eleições lá na terrinha. 
Ainda o sol dormia e já tinha sido multada, por estes senhores fofinhos, por falar muito pouco russo e estar com os níveis de tolerância nos calcanhares. Toma lá 100 euros de excesso de bagagem e vai lá dizer que vais daqui, vai... agora adivinho uma perda de bagagem ou mesmo de avião já já a seguir. A ver vamos... 

Portugal...

O que eu torci, via Skype (modernices), com o afilharado mais velho, com direito a muitos beijos pelo meio, para Portugal ganhar (por todas as razões e mais alguma - que agora não interessam nada). Fuck deg igjen (segunda lição - este curso está a superar todas as expectativas)!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Arrrgghhh x 1000...

Ontem num jantar após um dia longo de trabalho (muito longo e muito trabalho) dei comigo em vestes infomais e muito descontraída em amena cavaqueira com a equipa alargada de trabalho. So far, so good e nada de extraordinário! Excepto quando sinto uma mão nas minhas costas/ombro a entrar para dentro da camisola???!!! Parvo do colega cara de pescada cozida armado em engraçadinho a enfiar a etiqueta da camisola que aparentemente estava de lado de fora. Não gostei, não aprovei e sinto repulsa só de imaginar aquela mão a descer pelas minhas costas... Assim numa palavra... disgusting (à falta de melhor)!!! Mas que abuso e que falta de chá (de camomila para acalmar estes meus nervos)! Só não levou uma rebocada daquelas à séria, porque Maria Papoila não gosta de confrontos e adivinhava-se um momento muito constrangedor com efeitos futuros prolongados e consequente interrupção do jantar! Lá porque a reunião era informal, suponho que haja limites... mas só na cabeça das pessoas sãs e normais... E se esta pessoa estava na lista negra dos insuportáveis agora passou a estar na lista interdita a qualquer diálogo que não o estritamente profissional... não é ser falsa púdica ou moralista... e se fosse outro colega qualquer provavelmente a reacção não teria sido tão enojada (mas claro um outro colega nao faria isto), mas é logo de quem não se gosta que acha que conquista terreno com parvoíces... É que esta pessoa já percebeu, e há muito, que não faz parte das minhas preferências... Inclusivé no mesmo dia foi-lhe dito por outro colega (por sinal um dos meus favoritos): leave her alone!!! Parece que qualquer coisa foi perdida na tradução! Agora é que vou aprender norueguês para não restarem mais dúvidas... Fuck deg (logo na primeira lição)!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Pobres senhores...

E, teimosinha como só eu, voltei lá e apresentei uma reclamação (especialmente pela falta do uso de luvas) e levei com um sorriso tímido, um encolher de ombros e um virar de costas! Gostei...
Tão crítica em relação aos portugueses pela falta de tanta coisa que faria de nós mais e melhores pessoas, cidadãos e povo e afinal os franceses, que se consideram tão chiques, têm uma reacção destas... É que ficou-lhes mesmo bem!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Malditos senhores...

E a angústia foi tal que passei a noite a pesadelar com brigadas de trânsito, forças especiais,  buscas e interrogatórios e assim se passa uma noite a dormir mal e a olhar com desconfiança para as malas remexidas por aquelas mãos!!!
Tanto francês e tão pouca élegance!

Abuso de autoridade...

... ou nem por isso! Simplesmente falta de savoir-faire!
Eu aqui pronta para deitar fogo a estes idiotas, incapazes, intragáveis senhores da DOUANES. Muitos nervos, muitos picos e obrigada a manter-me quieta e calada para não criar problemas. Mas quais problemas, senhores??? Quem não deve, não teme! Não tenho 10.000 euros na carteira, nem droga na valise, nem quilos de tabaco ou litros de álcool, todos os gadgets estão para lá de usados. O que é que querem mais? Só porque têm armas à cintura e um sorriso trocista de quem se acha acima do comum dos mortais...
Ok, querem passar tudo a pente fino. Já percebi. E até compreendo, faz parte do vosso trabalho (chatinho que até dói, mas pronto), agora se querem pôr essas mãos enormes e pouco limpas nas minhas coisas usem luvas tá???
E não usaram e só me apetece mandar tudo para lavar. Que nojo!!!
Nojo, nojo, nojo!