sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Não se aguenta...

Só ouço lamentos contínuos. Ai que está frio, ai que chove, ai a seca e os cereais, ai que o Verão passou ao lado, ai a Primavera (a falta dela ), ai enviem-me para o Sul. Ai, ai, ai!
Pois que 11ºC não é assim tanto frio (nem mesmo para o nosso Portugalito!). Hoje às 07.00 da manhã Lisboa acordou com 2ºC. Um bocadinho fresco, está bem! Mas eu às 11.00 já inalava -25ºC. Um gelo inibidor de qualquer actividade que não seja ficar na cama ou debaixo de um chuveiro quente. E com menos de 5 horas de sono e castigar-me por ter passado a noite na converseta, hoje era dia de inventário de uma reestruturação feita em cima do joelho e lá vamos nós fazer aquilo que mais ninguém faz. E peguei num senhor colega e numa menina colega e cheios de vontade fomos fazer frente a esse grande bicho papão. E tudo corria sobre rodas, com muito pó e com a descoberta de vestígios de uns residentes roedores quando uma outra equipa decide avançar com a sua tarefa que implicava portas abertas para a rua. Olhámos por cima do ombro e continuámos na nossa contagem frenética. Rapidamente calculei (mal, muito mal!) que 10 minutos com a porta aberta para quem anda a subir e descer escadas, no tira e põe, no soma e subtrai não iria fazer grande diferença. Em dois minutos a caneta deixou de escrever e todos correram em busca dos casacos siberianos e das luvas do urso. Que belo inventário feito em modo abominável frente fria...

Desencontros...

Isto de uma pessoa viver, metade do tempo, com uma diferença horária de 4 horas em cima não ajuda nada a manter os sonos em dia. Duas madrugadas seguidas na converseta. Ele é Facebooks, Skypes, Messengers e afins... E com a lua como companhia e no silêncio da noite, de repente tenho umas férias planeadas, estudadas e marcadas. E depois, quem é que adormece com tamanha excitação?! Eram cinco da manhã e os dedos ainda deslizavam pelo écran táctil em viagens virtuais... Hoje estou assim... a sonhar com a almofada!

domingo, 29 de janeiro de 2012

A vida e o frio...

Europa, -1ºC (frio?! ahahahah), aquela garoa tímida que não incomoda um bom agasalho, muitos trams uns a seguir aos outros que asseguram o movimento urbano e uma sede insaciável de conhecer. Uns assustaram-se com o frio e gozaram um domingo familiar no conforto de uma casa aquecida. Saí da toca. Três horas passadas entre passeios pedestres e, quando arrefecia muito, uns minutos de eléctrico para aquecer a alma. Ultrapassei as zonas limítrofes da cidade, atravessei o rio, aventurei-me pelos subúrbios despidos de gentes e de arte. Falei com os 14ºC e o Sol que visitaram Lisboa. Regressei ao centro, um Salted Caramel Hot Chocolate para repôr energias e uma tarde de preguiça com um bocadinho de trabalho (só um bocadinho, porque afinal sempre é domingo!).

Tralhas...

Aquando da mudança para a casa dos horrorres nova, dei por mim a desembrulhar caixas, caixinhas e caixotes e descobri que, inconscientemente, colecciono canecas. Grandes, pequenas, delicadas, robustas, coloridas ou simplesmente brancas. Não fazia a menor ideia que tinha esta fixação em adquirir canecas quase compulsivamente. Especialmente quando nem o chá ou o café são as minhas companhias preferidas. Vá-se lá compreender esta coisa estranha a que chamam de universo feminino...
Estas foram as últimas aquisições de 2011
(nenhuma ainda usada!!!)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Pfff...

Até parece que estou aqui em visita gastronómica (não, não estou!). Mas hoje foi o dia (a noite) do Noohn. Um conceito abrangente - 600m2 de conceito. Lounge, cafeteria, sushi bar, take-away, restaurante à la carte e esplanada. Numa palavrinha: fantástico!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Acasos...

Em Lisboa, apeteceu-me ir ao Storik comer Flammeküche. Não fui. Não tive tempo. Esse, o senhor tempo, passou a correr - como sempre. Na Suiça, fui pecar ao Kohlmanns. Soube bem e não soube a pouco!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

WTF...

ou ainda em estado de pardalita perdida e envergonhada!
No final do ano passado, um colega muito estimado por todos (ao contrário de alguns - vá de retro, cara de pescada cozida, vá de retro!) decidiu demitir-se. Estava farto, não concordava com muitas das coisas com as quais tinha que conviver e em vez de andar com o muro das lamentações às costas decidiu ir para outras paragens, muito provavelmente, mais quentinhas e afáveis que esta. Sendo que era uma pessoa correctíssima (como poucos, senhores, como poucos!), a equipa de trabalho fez questão de lhe oferecer um presente de despedida que o acompanhasse na nova travessia e o fizesse lembrar tempos idos (os nossos!). E depois de muito brainstorming, lá nos atirámos de cabeça para um Ipad 2 todo XPTO. Muito surpreendido e, supostamente, agradado enviou um email com palavras sentidas e que por aqui permanecem para lembrar algumas verdades que por vezes tendemos a esquecer.
Depois deste colega e ao ritmo de uma por mês, outras colegas apresentaram as suas razões (conhecidas e vividas por todos) para  também procurarem outras oportunidades. Até aqui tudo certíssimo.
Hoje e após o jantar de despedida de duas das colegas, recebo um email de agradecimento num inglês estrangeiro assim:
Dear





Thank you very much for bring S and me to a very nice dinner. It is already my unforgettable present. Don't worry for buy anymore things to me.

If our team really have to buy a present to me. I wish have a white i-pad2...




Thank you very much for everything...


Best Regards




J


Fiquei surpreendida, decepcionada e de queixo caído. Mas se é moda a falta de modos aproveito e peço também qualquer coisita. Então pode ser um Ipad 3 branco (eu sei que ainda não há, mas é o que eu quero!), um Iphone 6 branco (same, same) e para não exceder o budget, contento-me com um Macbook branco de 2010. Porque estou cá a pensar que isto de uma pessoa mudar de paisagens, se calhar, vale mesmo a pena especialmente quando tem direito a escolher o presente de despedida.

P.S. - Iam eram todos corridos à estalada - digo eu que ultimamente ando um cadito amarga! Mas após novo brainstorming parece que o tiro saiu ao lado. Ninguém gostou do email e não vai haver Ipod 2 branco para a J. Sooooo sorry!!!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Preciso de óculos...

Considerado o melhor filme de 2011 pela Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, arrecadou dois Globos de Ouro, é um dos grandes favoritos para os Óscares e está nomeado para um número infindável de prémios nas diferentes categorias pelos prémios disto, daquilo e do outro... só tenho uma coisinha a dizer: eu vi mal o filme! Tenho mais qualquer coisinha a dizer: não gostei, achei a história forçada, o tio George está longe do seu melhor e nem as paisagens são as melhores! Tenho dito!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Tempo de menina...

E, pronto, estou oficialmente no mundo dos crescidos. Até hoje, onde quer que fosse, era sempre tratada por menina. Hoje, já atrasada para o almoço de aniversário da comadre (só mais do mesmo, trabalho, trabalho e trabalho!) pergunto a dois senhores, com idade para serem meus pais, pela localização do restaurante e ouço um é já à direita, minha senhora, é já à direita! O minha senhora ficou em repeat o dia todo... (na minha cabeça!).

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Entretanto...

... e porque andava com tempo a mais, deu-me para isto. Podia ser pior! Um workshop relâmpago para desanuviar e exercitar o jeito (ou a falta dele)!

Três horas mais tarde...

... ficou mais compostinho! Assim a atirar para o piroso, mas é o meu piroso. E assim se vive junto ao mar numa azáfama constante entre papel de parede, a escolha dos cortinados, dos tapetes e mais peças para a frente e para trás e sem tempo para mais nada. Ano novo, casa nova, vida muuuuito ocupada!

Era uma vez...

...um quarto despido!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Fases...


LUA ADVERSA

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...


(Cecília Meireles)