sexta-feira, 27 de novembro de 2015

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

I hear voices...


Eles falam comigo. Não é para ou com todos, só quem tem esta sensibilidade é que os ouve assim baixinho, quase um sussurro imperceptível mas muito intenso. E, claro, não são todos só alguns é que têm a ousadia de comunicar com os humanos. Aqueles que têm alma e que querem fazer parte desta vida em vez de serem eternos espectadores.
Para quem estava mais do que proibida de se aproximar de uma qualquer livraria, consegui, não sei como, ter dez novos calhamaços para transportar para Lisboa. Tudo começou com um singelo e pequeno livro, de repente já tinha seis e depois nove e outro debaixo de olho e, claro, dez dias numa cidade que não deixa dormir ninguém. Um livro por dia nem sabe o bem que lhe faria. Para já, faz-me muito mal às costas...
Ah e tal é mais barato comprar online e tal. Talvez seja mas e aquele namoro pegado com direito a borboletas na barriga e sonhos imensos que acontece quando se pega no livro pela primeira vez e folhei-se para a frente e para trás até ele dizer aquelas palavras mágicas? "Take me with you". Nunca encontrei disso online.
Estes dez sabem-na toda, é o que é!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Não tenho cura...

Eu estou (estava?) proibidíssima de comprar seja o que for relacionado com receitas. Não vou ter tempo, nesta vida e parece que não deixam levar para a outra, de fazer ou ler nem metade (provavelmente nem 1/3) das receitas dos livros, revistas, cadernos, folhetos que moram lá na minha maison. A prateleira da sala já se estendeu para a prateleira de cima, duas na cozinha, uma no escritório e um cesto no chão.
Eu tinha prometido a mim mesma que não era sequer razoável comprar uma linha que fosse mas ainda assim andava na loja a repetir mentalmente a promessa, qual pecado mortal - não comprarás, não comprarás, mas sempre com o livro no cesto. Devia estar à espera de chegar à caixa e dizer ah, afinal não quero comprar este livro e o senhor responder já está registado, minha menina, agora tem que levar. Escusado será dizer que me esqueci de informar o senhor que não queria comprar o livro e o senhor falhou em ler os meus pensamentos. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Seis meses...

Depois de um até amanhã que não chegou acontecer e de um turbilhão de emoções indescritíveis veio a despedida que eu pensei ser a última. Para sempre. Hoje sei que não tem que ser assim. E não é.
Estes meses têm sido duros, dias há que em que me sinto perto da loucura e do desespero contrabalançados por uma aceitação ainda trémula que ameaça acontecer e, que por si só, encerra alguma tristeza: ser capaz de continuar a respirar, voltar a ter vontade viver, lutar e até sorrir. Talvez ainda seja um sorriso triste mas é um começo. Um pequeno passo que me impulsiona a continuar. Como se o esquecimento se quisesse instalar. Nunca o esquecimento vai apagar esta vida que aconteceu. Que me aconteceu. Mas o tempo tem destas coisas e não gosta de ser contrariado.
E hoje, mais do que nunca, sinto que a partida é o uso do bilhete de regresso que nos foi dado quando aqui chegámos. 
Um bilhete de ida e volta que não admite atrasos e um dia se concretiza. 
Até já.