Diz que vou ser tia!
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Diz que sim, diz que não...
Diz que sábado era dia de pendurar prateleiras e candeeiros o que, para uma perneta, é o equivalente ao momento alto da semana. Na loucura, dar um salto ao Campo Pequeno para ir bisbilhotar o Comidas do Mundo e esperar não regressar tão decepcionada como do Chocolate em Lisboa que salvo uma ou duas excepções foi só mais do mesmo. Valeu o Sr. Hendricks e sua pop-up que abrigou os visitantes da chuva.
Mas diz que não. Diz que os quase-desmaios, as náuseas, a febre e o resto da colecção preferiram uma ida ao hospital, programinha de sábado à noite maroto com direito a cateteres e mais desmaios e outras emoções especialmente reservadas só para quem merece, claro!
Uma troca justa, melhoramentos domésticos, experiências gastronómicas e cineminha por uns bracinhos transformados em passador e uma birra daqui até Moscovo. Ui, Moscovo, estava que nem podia!
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Directamente para o lixo...
... sem passar pela casa de partida nem de chegada nem ter ganho uns pontitos! Foi o que senti ao ver o espectáculo de encerramento dos Jogos Olímpicos em Sochi. O passe, aquele que andou de cá para lá, preenche questionário, junta fotografia, corrige dados, falha o envio, altera o formato e mais um par de botas, esse mesmo passe nem chegou a ver a luz do meu dia.
Allô, Rio?!
Allô, Rio?!
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Só me falta sarna...
Já é mau o suficiente estar em modo perneta desde o dia 2 de Janeiro. Ter tido um incidente - maldito stress e não só! - e ter estragado a recuperação que ia indo benzinho com uns avanços e recuos, supostamente, próprios, já foi coisa para me deixar muito zangada. Agora a juntar à festa, uma febre vinda do nada com uns desmaios associados talvez seja demais, não? Senhor Murphy, Senhor Vírus e Senhor Bactéria façam o favor de ir dar uma volta ao bilhar grande, sim?!
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Isto não é um post publicitário nem anti...
Ontem, arrastada pelo amor fraterno, fui a uma apresentação da Bimby e do alto do meu pedestal de papel pardo (ou parvo!), mas certamente com uns trejeitos a roçar a arrogância, dividi de imediato os utilizadores da Bimby em dois grupos: os que sabem cozinhar e os que não sabem. Os que sabem utilizam-na como um robot de cozinha bastante completo mas, na minha opinião, não óptimo, e os que não sabem como fogão.
Como liquidificador e picadora e pulverizadora! (o que eu me ri) parece ser competente, já como batedeira deixa muito a desejar. Claras em castelo talvez 6 (e a confirmar) de cada vez e aqueles acessórios para as massas duras são brincadeirinha, digo eu que em três horas atribuí-me uma estrela Michelin por comparação aos demais participantes. Aqui e em minha defesa, tenho a referir que já mencionei aquela coisa da arrogância que se me acomete de quando em vez umas linhas acima.
A grande vantagem da Bimby é que reúne num único gingarelho vários pequenos electrodomésticos mas pela mesma razão não os ultrapassa, excepto aquela coisa do molho béchamel e semelhantes que vai cozinhando e mexendo simultaneamente evitando aquela posição estúpida de estar em pé agarrada ao fogão de colher de pau em movimentos repetitivos. Pronto, aí dá dez a zero a qualquer outra ajuda que eu, pelo menos, conheça.
Tudo o resto são…er… nem sei explicar. Mas as perguntas dos presentes eram tão… hum… patéticas que receio estar a tomar o todo por meia dúzia de gatos pingados e estar a incorrer numa grande injustiça bimbólica.
Desde a questão do arroz de tomate nunca chegar a cozer na bendita da machine por ter sido adicionado uma colher de açúcar, à incapacidade de fazer uma base de maionese simples e adicionando sabores posteriormente, passando pela ordem dos vegetais a serem picados para um simples refogado houve questões para todos os meus desgostos.
Não tenho Bimby, não estou a pensar vir a ter uma, embora não exclua a possibilidade de mudar de ideias, mas o que achei tonto (sim, tonto!) é as Bimbolíacas acharem-se a última Coca-Cola do pedaço e haver ali um je ne sais quoi de seita. Ou estás in ou fora daqui sua anti-Bimby desclassificada! Como cozinhar sem Bimby fosse viver uma escravatura moderna debaixo da mão pesada do fogão e da varinha mágica.
Get a grip, ladies!
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Adenda ao post anterior...
Eu gosto muito de crianças. Muito mesmo. Crianças mais ou menos inteligentes, mais ou menos espevitadas, mais ou menos calmas, mais ou menos doces mas crianças, definitivamente, bem educadas. Nem mais nem menos!
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
As crianças são o melhor do mundo...
NOT!
Aqui vai a minha posta de pescada da semana:
Há crianças que são um amor, há crianças assim-assim e há crianças que são um horror. Tal como os crescidos.
E há umas crianças que são um verdadeiro anticoncepcional, queruzes, queredo, e eu estou com os cabelos em pé e com o joelho desfeito (mais ainda)!
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Ele há vidas do caraças...
Estou para aqui com um nó na garganta tão, mas tão, grande que não faço nada de jeito.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Happy days...
Diz que o concerto do Bublé era no dia 2 - Sôdona Papoila, sem poder culpar o jetlag, enfiou na cabeça que o concerto era no dia 3 de Fevereiro -, diz que os bilhetes estavam esgotados, diz que a bilheteira fechava às 11:30, diz que esta informação chegou à 13:30, diz, o médico, que tenho que repousar, diz que há bilhetes para pessoas com mobilidade condicionada, diz que ainda estão disponíveis on-line, diz que consegui comprar bilhetes e diz, quem viu, que dei saltinhos imaginários.
Digo que não queria acreditar que o final da última música seria cantada sem microfone e a voz conseguiria encher o Pavilhão Atlântico (ok, ok Meo Arena)!
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
A papoilar desde mil novecentos e troca o passo...
O que arde, cura, o que aperta, segura e o que pica, reabilita, não é?
Exmo. Sr. Dr. Exorcista acha que não estou boa da cabeça e eu e os meus também mas o que interessa é que escapei à cirurgia e isso, sim, são excelentes notícias.
Só não lhe dei um beijo porque… bem, porque ele estendeu-me a mão para se despedir!
Só não lhe dei um beijo porque… bem, porque ele estendeu-me a mão para se despedir!
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Down under...
Is this for real?
Acho delicioso ver miúdos destas idades, e estamos a falar de 8 anos e pouco mais, a cozinhar como gente grande. Fazem saladas, cozinham marisco, assam, grelham, estufam, atiram-se sem medo às sobremesas. Com oito anos o máximo que me era permitido fazer era uns tímidos crepezitos.
Agora vingo-me e faço experiências com as barrigas gulosas alheias. Agora, agora, não faço mesmo nada a não ser ficar a ver mas é coisa temporária (fingers crossed)!
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Estou cansada...
- de andar ao pé coxinho (quando as mãos já não aguentam o peso do corpo nas canadianas);
- de tomar o pequeno-almoço e o almoço em pé na bancada da cozinha (porque ou me levo a mim para a mesa ou levo os pratos e esta família é só gente muitíssimo ocupada a fazer coisas como trabalhar e visitas só mesmo ao fim-de-semana);
- de estar fechada em casa;
- de atender o telefone (isto mais parece uma central);
- das canadianas;
e principalmente estou cansada de me repetir.
É isto!
E a minha vida é isto...
Mas porque é que deixei a minha Nightingale de serviço convencer-me a não tomar as drunfos para as dores?
Ah e tal isso faz mal e já chega os anti-inflamatórios que não podem ser esquecidos e o coiso e agora estou para aqui com uma preguiça (porque não dormi nada… xacáver… ah, com dores) que acrescida a este novo ritmo diário faz-me estar ainda de pijama.
O melhor é ir despachar-me (devagarinho!) e fazer qualquer coisa de útil (bem, mesmo de pijama já trabalhei com Moscovo e Nuremberga - as vantagens das modernices tecnológicas)!
Apetece-me...
- dizer que odeio os esquis quase tanto como as canadianas (mas sei que não é verdade);
- atirar as canadianas pela janela fora (mas depois é que não saio do mesmo lugar até alguém chegar);
- não levar horas a organizar a rotina diária em função desta mobilidade reduzida;
- não levar tanto tempo a começar o dia por causa da logística do banho/duche, pequeno-almoço, e outras actividades do quotidiano;
- ouvir o senhor exorcista dizer que isto está quase e em menos de nada estou pronta para outra (queruzes, queredo, chega pralá);
- sair e conduzir o meu destino (não nasci para ter um Ambrósio, até porque não gosto de Ferrero Rocher);
- não ter perdido uma saída de compras com uma BFF pelas razões mais que óbvias e já mencionadas;
- fazer um bolo, amassar um pão mas tenho que me contentar com as técnicas de Jamie Oliver/Nigella Lawson alheias;
- poder sentar-me à mesa para uma refeição dita normal;
- dormir despreocupadamente sem ter que me sentar (logo, acordar) cada vez que preciso de, ligeiramente, mudar de posição;
- ir ao teatro;
- pintar uma parede da cozinha de preto ardósia;
- jantar na confusão no Mercado de Campo de Ourique;
- ir tratar do jardim;
- não ter que passar o dia entre o computador e a TV (eu que raramente ligava este gingarelho);
- não estar entupida de anti-inflamatórios;
- não ter que falar ao telefone das melhoras quase inexistentes 30 vezes por dia;
- andar de bicicleta (claro!);
- subir as escadas a correr sempre que me esquecia de qualquer coisa (todos os dias);
- que não me doa as mãos por causa da porcaria das canadianas;
- não estar à espera dos Ambrósios, Nightingales, Poppins, Olivers, Doubtfires da minha pessoa;
Mais que tudo apetece-me voltar a andar com as duas pernas (as minhas, não as das canadianas)!
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