sábado, 29 de setembro de 2012

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Zona de desconforto...

É o que sinto ao sair do meu registo habitual e entrar no modo palhacinho engraçado. Não será tanto desconforto, mas definitivamente não sou eu. O desconstruir do drama, o rir e fazer rir e querer acreditar que o amanhã vai existir e vai ser melhor... apesar das probablilidades de tal acontecer serem ínfimas.
Hoje resultou! Amanhã... amanhã será outro dia... e cá estaremos para o que aí vier.
Eu?! Contadora de piadas?! Essa deve ser para rir.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Coisas da vida...

- Haverá lá ironia maior na minha vida do que celebrar o aniversário com cinco horas de quimioterapia?
Engulo em seco enquanto estas palavras ficam a ecoar na cabeça.
- Sim, celebrar! Significa que ainda estou vivo.
Fuck (lamento este meu francês erudito mas não tenho outra palavra) - depois o resto passa a ter outra dimensão (mínima!).

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Primeiro QR Code...


... em calçada portuguesa, com certeza!

Coragem...

Esta tem sido a palavra de ordem dos últimos tempos. Coragem. Coragem. Coragem. Muito ombro e colo virtuais porque a distância não permite mais mas todos os dias, seja por que tecnologia for, envio terabytes de apoio para quem, neste momento, não tem mais nada.

Outono tecnológico...

Com chuva, frio e espirros. No dia 22. O post é de hoje porque as tecnologias assim o decidiram...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Esta vida...

Cada vez que ouço o aviso de um email novo (no telefone), este meu coração aperta-se e só descansa (um bocadinho) quando vejo o remetente. Todos os dias as notícias têm sido as piores. Pior só mesmo o que teimo em negar que possa vir a acontecer. A bem da verdade não é comigo e, no entanto, tanto me diz ao ponto de o sono fugir, os pesadelos tomarem lugar, a tristeza ter chegado e os olhos encherem-se de lágrimas. E tem sido assim todos os dias.

sábado, 15 de setembro de 2012

Um país desfeito...

Com troika ou sem troika. Se temos que pagar as dívidas? Temos, claro! Se há outras formas de contornar a situação? Não sou perita no assunto para poder opinar com fundamento. Mas que estamos numa espiral destrutiva... parece-me inequívoco!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Palavras sábias...



Para ser inteiramente franco, escrevo-lhe, não tanto por acreditar que vá ter em V. Exa. qualquer efeito – todo o vosso comportamento, neste primeiro ano de governo, traindo, inescrupulosamente, todas as promessas feitas em campanha eleitoral, não convida à esperança numa reviravolta! – mas, antes, para ficar de bem com a minha consciência. Tenho 82 anos e pouco me restará de vida, o que significa que, a mim, já pouco mal poderá infligir V. Exa. e o algum que me inflija será sempre de curta duração. É aquilo a que costumo chamar “as vantagens do túmulo” ou, se preferir, a coragem que dá a proximidade do túmulo. Tanto o que me dê como o que me tire será sempre de curta duração. Não será, pois, de mim que falo, mesmo quando use, na frase, o “odioso eu”, a que aludia Pascal.
Mas tenho, como disse, 82 anos e, portanto, uma alongada e bem vivida experiência da velhice – da minha e da dos meus amigos e familiares. A velhice é um pouco – ou é muito – a experiência de uma contínua e ininterrupta perda de poderes. “Desistir é a derradeira tragédia”, disse um escritor pouco conhecido. Desistir é aquilo que vão fazendo, sem cessar, os que envelhecem. Desistir, palavra horrível. Estamos no verão, no momento em que escrevo isto, e acorrem-me as palavras tremendas de um grande poeta inglês do século XX (Eliot): “Um velho, num mês de secura”... A velhice, encarquilhando-se, no meio da desolação e da secura. É para isto que servem os poetas: para encontrarem, em poucas palavras, a medalha eficaz e definitiva para uma situação, uma visão, uma emoção ou uma ideia.
A velhice, Senhor Primeiro Ministro, é, com as dores que arrasta – as físicas, as emotivas e as morais – um período bem difícil de atravessar. Já alguém a definiu como o departamento dos doentes externos do Purgatório. E uma grande contista da Nova Zelândia, que dava pelo nome de Katherine Mansfield, com a afinada sensibilidade e sabedoria da vida, de que V. Exa. e o seu governo parecem ter défice, observou, num dos contos singulares do seu belíssimo livro intitulado The Garden Party: “O velho Sr. Neave achava-se demasiado velho para a primavera.” Ser velho é também isto: acharmos que a primavera já não é para nós, que não temos direito a ela, que estamos a mais, dentro dela... Já foi nossa, já, de certo modo, nos definiu. Hoje, não. Hoje, sentimos que já não interessamos, que, até, incomodamos. Todo o discurso político de V. Exas., os do governo, todas as vossas decisões apontam na mesma direcção: mandar-nos para o cimo da montanha, embrulhados em metade de uma velha manta, à espera de que o urso lendário (ou o frio) venha tomar conta de nós. Cortam-nos tudo, o conforto, o direito de nos sentirmos, não digo amados (seria muito), mas, de algum modo,utilizáveis: sempre temos umas pitadas de sabedoria caseira a propiciar aos mais estouvados e impulsivos da nova casta que nos assola. Mas não. Pessoas, como eu, estiveram, até depois dos 65 anos, sem gastar um tostão ao Estado, com a sua saúde ou com a falta dela. Sempre, no entanto, descontando uma fatia pesada do seu salário, para uma ADSE, que talvez nos fosse útil, num período de necessidade, que se foi desejando longínquo. Chegado, já sobre o tarde, o momento de alguma necessidade, tudo nos é retirado, sem uma atenção, pequena que fosse, ao contrato anteriormente firmado. É quando mais necessitamos, para lutar contra a doença, contra a dor e contra o isolamento gradativamente crescente, que nos constituímos em alvo favorito do tiroteio fiscal: subsídios (que não passavam de uma forma de disfarçar a incompetência salarial), comparticipações nos custos da saúde, actualizações salariais – tudo pela borda fora. Incluindo, também, esse papel embaraçoso que é a Constituição, particularmente odiada por estes novos fundibulários. O que é preciso é salvar os ricos, os bancos, que andaram a brincar à Dona Branca com o nosso dinheiro e as empresas de tubarões, que enriquecem sem arriscar um cabelo, em simbiose sinistra com um Estado que dá o que não é dele e paga o que diz não ter, para que eles enriqueçam mais, passando a fruir o que também não é deles, porque até é nosso.
Já alguém, aludindo à mesma falta de sensibilidade de que V. Exa. dá provas, em relação à velhice e aos seus poderes decrescentes e mal apoiados, sugeriu, com humor ferino, que se atirassem os velhos e os reformados para asilos desguarnecidos , situados, de preferência, em andares altos de prédios muito altos: de um 14º andar, explicava, a desolação que se contempla até passa por paisagem. V. Exa. e os do seu governo exibem uma sensibilidade muito, mas mesmo muito, neste gosto. V. Exas. transformam a velhice num crime punível pela medida grande. As políticas radicais de V. Exa, e do seu robôtico Ministro das Finanças  - sim, porque a Troika informou que as políticas são vossas e não deles... – têm levado a isto: a uma total anestesia das antenas sociais ou simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas que a História não confina a míseras notas de pé de página.
Falei da velhice porque é o pelouro que, de momento, tenho mais à mão. Mas o sofrimento devastador, que o fundamentalismo ideológico de V. Exa. está desencadear pelo país fora, afecta muito mais do que a fatia dos velhos e reformados. Jovens sem emprego e sem futuro à vista, homens e mulheres de todas as idades e de todos os caminhos da vida – tudo é queimado no altar ideológico onde arde a chama de um dogma cego à fria realidade dos factos e dos resultados. Dizia Joan Ruddock não acreditar que radicalismo e bom senso fossem incompatíveis. V. Exa. e o seu governo provam que o são: não há forma de conviverem pacificamente. Nisto, estou muito de acordo com a sensatez do antigo ministro conservador inglês, Francis Pym, que teve a ousadia de avisar a Primeira Ministra Margaret Thatcher (uma expoente do extremismo neoliberal), nestes  termos: “Extremismo e conservantismo são termos contraditórios”. Pym pagou, é claro, a factura: se a memória me não engana, foi o primeiro membro do primeiro governo de Thatcher a ser despedido, sem apelo nem agravo. A “conservadora” Margaret Thatcher – como o “conservador” Passos Coelho – quis misturar água com azeite, isto é, conservantismo e extremismo. Claro que não dá.
Eugénio Lisboa


Pedro Rolo Duarte

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Oh vida...

E agora são só mais dois voozitos para enfiar-me noutra empreitada! Esta coisa do one-woman show não é brincadeirinha!!!


Checked...




Valise despachadovski. Era só mais de metade do meu peso!!!

9/11...




Relembrar o passado e aprender com os erros cometidos para não repetir no futuro. Mas será que o bicho Homem consegue ver para além do próprio umbigo?
Já não creio...

A sério...

Estou para ver como é que vou arrastar as valises até ao aeroporto mas, pronto, é só mesmo uma questão de peso: o meu e o da bagagem!

Essa agora...

Modernices ou novas medidas de austeridade. Dizem a uma pessoa que são cinco semanas e que, dessas cinco semanas, três passarão obrigatoriamente por Moscovo (certamente a partir da segunda quinzena de Setembro). E isto quer dizer... frio. E muita bagagem. A Russia não é para meninos e uma pessoa tem que se armar em marinheiro e aviar-se em terra. Depois mudam de direcção e ai espera lá que o contrato vai passar pela terra do Tio Sam. Mau! Começamos mal! Ora pois que está calor. Ora pois que é um atentado aos meus euros, dólares e coluna vertebral. Ora pois que deixam-me por lá mais de uma semana. Ora pois que afinal até posso ir casa já amanhã (hoje - pelo adiantado da hora). Ora pois que estou a tentar enfiar o Rossio na Betesga e não estou a ser nada bem sucedida.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

E um Tafelspitz...





para a mamãe cozinhado com amor pela filha?


A primeira vez que provei (pouco crédula - não gosto dessa coisa de carne de vaca cozida sem graça) o Tafelspitz foi no Plachutta e adorei. Já a segunda experiência, na mesma cidade, foi para esquecer! A carne tenra e suculenta com as batatas estaladiças, o doce do puré de maçã e o picante do rábano encostam o tradicional cozido à portuguesa num cantinho escondido ao fundo da sala. E eu sou uma fervorosa defensora da nossa gastronomia... mas se o Cozido de Viena é melhor (mais leve e saudável) então há-que partilhá-lo, sem falsos pudores*, com os que mais amamos. Então amanhã é dia de Tafelspitz, sim?!





*há sempre os detratores dos estrangeirismos



Parabéns à mãe...

à minha que hoje celebra um número redondo. Mais um marco na sua história.
E hoje estava previsto estarmos juntos mas o destino trocou-me as voltas e eu chutei para canto. Voltou a dar um nó e eu voltei a desatá-lo. Já não será hoje mas amanhã a surpresa vai ser GRANDE!

Está na hora...

Parece ser o nosso fado!
Estou como a Mac, qual avestruz que enfia a cabeça na areia. Ou não! Eu estou mais a assobiar (coisa que não sei fazer) para o ar e fingir que não estou a ouvir nada ou, devido à cor do cabelo, que não percebo nada. A bem da verdade não entendo mesmo...
Tudo isto existe, tudo isto é triste...

domingo, 9 de setembro de 2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Wishlist...

E se o Portugalito importasse este pecado lá para o seu jardim, ah? Isso é que era... ou não, é melhor não porque lá se iam os euros todos e não estamos em altura para gastos frenéticos.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Em Roma, sê romano...

Em bom português é um papo-seco achatado.
English Muffins. Não sei se são english - aposto que não - mas muffins não serão com certeza!
Companhia diária do café da manhã. Assim mesmo. Com muita manteiga, mas sem café!

Bipolaridades minhas...

Extremamente cordial com estranhos e amargamente inflexível com pessoas (estranhas ou não) que me tiram do sério...

Lisboa, Lisboa...

Pois, são sete as colinas e não é conveniente utilizar a bicicleta ou andar a pé (cansa!) porque no Verão faz calor, no Inverno chove e tal...
Sim, as colinas aqui deitam a língua de fora às de Lisboa e chamam-lhes mariquinhas... e é aqui que o D. Sebastião vai aparecer (todos os dias o nevoeiro é cerrado). Mas não é por isso que não há ciclistas na rua (muitos) e até faz parte do percurso turístico atravessar a baía de bicicleta e regressar de ferry, com ou sem nevoeiro - suponho que seja com porque ainda não vi sem!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Rentrée...


E ao 1º dia de Setembro as Uggs voltaram a ver a luz do dia sol. Dia para caminhar (muito), 11ºC às 11.00 da manhã, solução prática e disponível: UGGS. 1h30 e alguns kms depois, 25ºC. Fantástico, Mike!

sábado, 1 de setembro de 2012

Modernices (poucas)...

Por falar em aeroporto, o de Lisboa está, na minha opinião, a ficar obsoleto. Eu sei que não somos um major hub mas ainda há algumas ligações que previlegiam a passagem por Lisboa: Madeira, Açores, Brasil e algumas cidades em África e se queremos mais e, principalmente, melhor turismo temos que apostar e investir nas infrasestruturas de apoio (sim, e formação e patatipatata!).
Ah e tal, a parte mais velha está um bocado escura e apertada mas já construíram mais portas de embarques e corredores largos e lojas e tuditudi. Sim, sim e até chegar ao controlo dos passaportes em vez de passageira passei a burro de carga com as valises todas. Pronto, depois já tem umas passadeiras rolantes para enganar os incautos mas até lá... Ui, ui, ui!!!
Não gosto muito deste nosso aeroporto. Gosto do de Munique, por exemplo!